sexta-feira, 28 de março de 2008

...be good...please!!!


Não acredite em nada
Não importa onde voce leu, ou quem foi que disse!
Nem mesmo se eu disser, ao menos se fizer algum sentido para voce...
Se tiver algo haver com suas razões e com o seu proprio senso comum!!!
Buddha
Be happy, life is short!!!!

terça-feira, 25 de março de 2008

...Piri!!!




Oi amiga...te falei???

A viagem pra Piri te fez muito bem ...vc voltou mais linda!!!


...foi dia de feijoada....hummmmmmmmmm

tava uma delicia, parecia até minissérie da glo..."velhos amigos"...
...e o povo tava animado...tinha de tudo...bombeiro, pastor, santo do pau-oco, e um monte de doidos de plantão...rsrsrs TUDO DE BOM!!!!!

domingo, 23 de março de 2008

...flores pra me encantar...


...a bela coragem.


...um pouco da vida de cada um de nós "dos"

14 de junho
A vida - cora coralina

A VIDA -

Há tantas definições na vida
Bonitas, tristes, expressivas, inexpressivas
A vida.
Alguns já definiram a vida como um mar.
Um mar revolto, encapelado
De ondas violentas
De naufrágios e tempestades
Um mar tempestuoso.
Outros definiram a vida um rio
O rio é a minha definição da vida
O rio imenso, farto
Com as suas corredeiras e as suas margens.
A sua corredeira, sobretudo
E sobretudo os seus remansos.
Porque todo rio tem a sua veia corrente
O seu veio de corredeiras e tem seus remansos
E toda corredeira lança tudo para o remanso
O remanso aproxima-se da margem.
Da correnteza ao remanso, uma eternidade
Do remanso à margem, um pulo.
A ânsia dos moços que vão pela correnteza
A compreensão, a filosofia dos velhos lançados no remanso
E passados para as margens.
Eu fiz a travessia da minha vida
Do rio da minha vida
Na correnteza, como todos fazem
Passam os barcos, os grandes transatlânticos
Cantando, dançando
Mesa farta, música
Gente moça, gente despreocupada
Gente que acha o prato feito
E que tem apenas o trabalho de levar à boca aquilo que os outros fizeram
Que os outros acumularam
Que os outros prepararam.
São aqueles que recebem,
Por mercê de nascimento,
Todos os dons da vida.
Vão nos transatlânticos, despreocupados.
Depois seguem os barcos motorizados
Com um bom motorneiro na direção
A família amparada,
A família alegre, festiva
Mulher, crianças, noivos, sonhadores.
Sem pensar bem, vão acompanhando as classes
Um homem bem colocado na vida e que leva seu barco com segurança
Mulher, filhos à sua dependência
Vai guiando pelo espelho d'água pelo veio da correnteza
Com sua máquina, seu mundo
Aquelas paisagens todas, encantado com o panorama
Todos felizes, alegres, a família bem constituída
A família alheia às dificuldades do cotidiano
Vai esse barquinho.
Depois vem um barco menor,
Um barcozinho menor,
Com um motor de popa que já pertenceu a outros barcos que já foram desmontados
Vai fazendo a sua forcinha,
Vai fazendo a sua diligência
Passa também com seu esforço o grande rio da vida.
Depois um barco a remo, o remador.
Mulher, mãe pobre, pai, filhos, ilhos, ilhos.
Lá vai ele remando.
É um trabalhador, pai de família
Vai levando.
Depois descem os barquinhos fazendo água.
O homem no remo, a mulher com uma latinha para tirar a água.
Joga a água.
Vai fazendo água a ponto de afundar
Quem é o dono do barquinho?
É aquele pobrezinho
Mas ainda não é o último.
E ele vai levando o seu barquinho
Vai fazendo água, mas ele vai levando.
Aí passa eu, bracejando
Água pelo queixo, e eu bracejava, bracejava
Quatro crianças no meu dorso,
Agarradas nos meus cabelos, nas minhas orelhas
Nos meus ombros, nas minhas carnes
Quatro crianças que eu levava comigo e que devia levar até o porto
E eu bracejava, bracejava
Fui a última?
NãoNão fui a última
Porque bracejando,
Com aquelas crianças no meu dorso
Eu vi passar náufragos, pedaços de barcos destroçados
Náufragos agarrados numa tábua
Corpos mortos de famílias desajustadas, destroçadas
E um dia,
Um dia a correnteza
Depois de muita luta, muito esforço
A correnteza me jogou no remanso
E o remanso me jogou para a margem
Senti uma solidez para os meus pés.
Levantei
Saí da água escorrendo com a dor
Corridos, molhados, ainda sentindo no dorso aquelas quatro crianças
Depois pisei a terra firme da margem
As crianças saltaram do meu dorso
E o que eu vi nesta hora...
Esta hora foi a hora do deslumbramento
Eu havia carregado quatro crianças?
Não
Quatro gigantes haviam me carregado.
Eu não carreguei meus filhos
Quatro gigantes me carregaram
Saltaram de meus ombros quatro gigantes
Eu vi
E compreendi que aquelas crianças que eu pensava que estava carregando
Agarradas aos meus cabelos, às minhas orelhas
Eram quatro gigantes que me carregavam.
Daí saiu de um canto um jovem e disse a uma das filhas:
Vamos fazer o nosso barco?"

Clique aqui para escutar um trecho do poema na voz de Cora Coralina

...será um começo?

26 de agosto
vou começar finalmente.Como assim?
Tinha ensaiado isso a muito tempo, mas nunca tive coragem, na verdade tinha preguiça, mas, hoje em especial, não sei porque me pareceu um BOM DIA.
Com tanto idiota escrevendo tanta besteira por aí, que diferença iria fazer?
Fui a faculdade hoje com o meu momor, aula legal, sobre Direito Eleitoral, com o "grande mestre" Prof. Iran Saraiva, e dei sorte, teve parabens antecipado, escolha da madrinha da turma, o "dito cujo" ficou todo emocionado quando soube que iria ter seu nome (o dele), brilhando como homenagem, imaginem:
"1ª Turma de Direito da Faculdade Sul Americana Profº Iran Saraiva", ah, é demais pra minha cabeça.
Depois de um recreio legal, com os coleginhas do meu marido, incluindo Tião ( sem a barba), uma peça, ficou com boca de chupa-pomba, segundo o tony, e todo mundo falando que o seu marido é doido, só porque é revoltado com essa merda toda, eles são uns idiotas, coitados, não sei como a gente se conforma com tanta coisa ruim, como disse o grande Juiz de Direito José Bezerra "aqui tudo começou errado", falando sobre Direito Agrário, e ainda veio com uma conversa, de que não sabia não , se não aceitaria 4 milhões, se alguem oferecesse pra ele, pelo amor de deus, quase chorei.
Outra boa foi a do Iran, comica se não fosse verdade, " o homem não gosta de ser igual", não gosta de igualdade, não se conforma do outro chegar perto dele, se pareça com ele, é o fim, a gente é uma merda mesmo.
Ainda escutar conversa fiada, no Jõ, senador dando uma de bonzinho, "rolando lêro"...
Enchi... Cheguei em casa morrendo de saudades da minha baixinha...
De saco cheio dos meus "amiguinhos virtuais"... então aqui estou eu, falando pra mim mesma, pra variar, desta vez em voz baixa...

...por vc meu amor!!!!


Fio de linha


fio de linha
...não sou dada a muita emoção, evito na verdade, mas todas as vezes que te vejo, os meus olhos se enchem de nuvens...



FIO DE LINHA

Ele pára diante de mim, com seus cento e oitenta e dois centímetros de altura, e me lança o ultimato: “vamos ver, papai, se você é capaz de escrever sobre um fio de linha, já que escreveu falando em gota d’agua, ramo de árvore e água parada”.
Quem assim me intimava era Rubio, o meu filho.
Apanhei as luvas no ar, e, hoje, vou procurar ganhar a parada.
Fio de linha que mãe amacia com lagrimas, quando cose a mortalha para o próprio filho.
Fio de linha que as rendeiras do norte e do nordeste do nosso Brasil empregam na confecção das rendas que suas mãos tecem, fazendo arte pura que lhes vai matar a fome.
Quanta musica existe no barulho dos bilros sobre a almofada...
Fio de linha meu filho, que lhe coseu a roupinha para a sua primeira comunhão, quando eu me revi em você, tão compenetradozinho, de roupa branca, laçarote de fita azul no braço.
Fio de linha que coseu os mil vestidos riquíssimos de uma artista de cinema, ou de uma “dez mais”, mas faltou para coser a saia de algodão, tão rasgada, da mulher que vem sempre à nossa casa, pedir esmolas.
Fio de linha que Xangá, o gato lá de casa, gostava de puxar do carretel, caído sobre o tapete, enquanto minha mãe fazia crochê.
Fio de linha dos fusos das fabricas, onde miseráveis operários afundam os olhos, no labor cotidiano, para que os tubarões estufem as panças, nas farras diuturnas.
Fio de linha com que eu, tantas vezes, empinei o meu “papagaio” de papel, delírio das alturas de meus oito anos.
Fio de linha que costura o pano verde dos bacarás e as toalhas dos altares.
Fio de linha que borda o monograma da blusa do médico que cura, e o blusão do pistoleiro que mata.
Fio de linha, meu filho, sobre o qual, se estivesse estendido sobre um abismo, eu não vacilaria em me equilibrar, se, na outra margem, você estivesse correndo perigo.


Antonio Juruena Di Guimarães
Cronista goiano.

...somos assim "dos" avessos!!!



26 de agosto
Não Sei...
NÃO SEI... Não sei... se a vida é curta... Não sei... Não sei... se a vida é curta ou longa demais para nós. Mas sei que nada do que vivemos tem sentido, se não tocarmos o coração das pessoas. Muitas vezes basta ser: colo que acolhe, braço que envolve, palavra que conforta, silêncio que respeita, alegria que contagia, lágrima que corre, olhar que sacia, amor que promove. E isso não é coisa de outro mundo: é o que dá sentido à vida. É o que faz com que ela não seja nem curta, nem longa demais, mas que seja intensa, verdadeira e pura... enquanto durar. CORA CORALINA.